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julho 2016
dia 25

SEMINÁRIO: Previdência é um dos temas de evento no RJ sobre reforma fiscal

Com participação do Ministro Henrique Meirelles e do Secretário Marcelo Caetano, especialistas discutiram sobre perspectivas de ajustes na área econômica

Secretário Marcelo Caetano fala sobre sustentabilidade da Previdência em evento na Firjan (RJ) nesta segunda-feira (25). Foto: ASCOM/Previdência

Da Redação (Brasília) – A sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro foi um dos focos do Seminário Reforma Fiscal, realizado nesta segunda (25), no Rio de Janeiro.

Promovido pela Firjan, o evento contou com a participação do Secretário de Previdência, Marcelo Caetano, e foi encerrado pelo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Em sua apresentação, Secretário destacou a importância da estruturação da reforma da  Previdência, neste momento em que o Brasil vive um processo de envelhecimento da população.

“O aumento da sobrevida e a queda da taxa de fecundidade impõem um desafio na busca por ajustes para preservar o sistema de seguro social  para as próximas gerações”, afirmou Marcelo Caetano.

O secretário enfatizou que está em curso o processo de discussão com a sociedade. “O intuito é preservar um sistema que possa cumprir o que promete”, disse.

Com relação à experiência internacional, ele nota que, na América Latina, além do Brasil, apenas o Equador tem aposentadoria por tempo de contribuição. “Ainda assim, há uma diferença. Enquanto no Brasil são 35 anos de contribuição para homem e 30 para mulher, no Equador são 40 anos para ambos os sexos.”

O secretário pontuou que outros países, como Irã, Iraque, Síria, Egito e Argélia também possuem esse tipo de aposentadoria, ainda assim todos têm regras mais restritas que no Brasil.

Ao encerrar o evento, o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles enfatizou que a reforma da previdência é um dos fatores fundamentais para recuperar o equilíbrio das contas públicas.

“As despesas previdenciárias atingem 8% do PIB, e chegarão a 17%  do PIB em 2060. Para que o déficit não aumente, seria necessário um aumento da carga tributária na ordem de 10% do PIB, o que não é viável. Nossa carga tributária já é elevada”, afirmou.

Ele lembrou que hoje, a maior parte dos trabalhadores já se aposenta por idade. “Vamos discutir com a sociedade e com o Congresso. Vivemos em um país democrático. Não vamos fazer ajustes com pressa. Mas estamos confiantes que vamos conseguir aprová-los para retomar a confiança e manter a estrutura do país funcionando.”

Além de representantes da Firjan, o evento contou com participação do economista Fábio Giambiagi, do BNDES, dos especialistas da Fundação Getúlio Vargas e do Jornal Valor Econômico, apoiadores do seminário, e de Otaviano Canuto, representante do Banco Mundial, que apresentou sua visão sobre a experiência internacional em relação à reforma fiscal.

O evento foi voltado para empresários e administradores que debateram sobre as perspectivas em relação às reformas.

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